Lançamento da Campanha Laço Branco é hoje 04 de Dez


A Campanha Laço Branco Cabo Verde, uma rede de homens contra a violência com base no género e pela igualdade de género, foi criada a 10 de Julho de 2009, por ocasião de um ateliê de capacitação e planificação para cerca de 25 homens motivados e sensibilizados com a questão de equidade e género. Este ateliê, organizado pelo ICIEG e facilitado pela White Ribbon Campaign Canada, com apoio financeiro da NEPAD/AECID e UNIFEM, permitiu aos participantes identificar desafios e oportunidades para o engajamento de homens e meninos nesta luta, prioridades de acção para o futuro, e a estruturação incicial da Rede Laço Branco, que agrega representantes de instituições e da sociedade civil em geral, engajados no combate à violência baseada no género e na promoção da equidade de género.

A recém criada rede de homens pela igualdade de género e pelo fim da VBG (ver carta de princípios em anexo) irá lançar publicamente a Campanha Laço Branco, no dia 4 de Dezembro de 2009, com a finalidade de engajar os homens para com o fim da VBG, aumentar a consciência pública e mobilização social de homens e rapazes para a prevenção da VBG e promoção da igualdade de género, reforçando a capacidade da rede para o engajamento de homens adultos e jovens.

Consulte a Carta de Principios da Rede Laço Branco aqui.

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A "Estratégia" do lixo e o Inimigo Invisível

Aedes aegypti female

Fico satisfeito que as autoridades tenham assumido a limpeza como prioridade da agenda. Lamento que seja assim no desespero para estancar a epidemia.

Depois de milhares de infectados e algumas vítimas mortais, finalmente deu-se o alerta e de repente está tudo mobilizado para limpar e acabar com os focos de dengue. Continuamente ouvem-se carros de som divulgando mensagens de prevenção, "Nu djunta pa nu kaba ku el" na voz do próprio Presidente da Câmara, sinal de que o lixo é prioridade máxima.

As máquinas também não param. Entretanto apesar de dias de limpeza ainda há muito que fazer e isto para se ver o estado de falta de higiene pública a que chegamos aqui na Cidade da Praia.

Em Fevereiro de 2008, questionei, aqui no PEDRABIKA, qual é a estratégia para a questão do lixo? e o que se comentou mostra um pouco o desnorte e o nível de desleixo sobre o lixo. Um monte de questões periféricas, acusações nada abonatórias sobre a política ambiental e constatações sobre a gravidade do problema. Continuou-se a falar sobre isso nos blogues mas nada de acção por parte das autoridades.

Definitivamente esta questão não constou de nenhum programa eleitoral até hoje e neste momento temos a praga deste mosquito contaminando Cabo Verde com dengue.

Pior: agora que o discurso se concentra na ideia de que a limpeza não vai parar e que finalmente os recursos para máquinas e equipamentos estão disponíveis, a praga que nos contamina é de uma agressividade absurda. Além de ser um insecto difícil de detectar e eliminar, pode ficar incubado até à próxima estação das chuvas e tornar-se uma ameaça endémica. Ou seja, vamos ter sempre o mosquito por cá?

Sem querer desmerecer a dedicação e o esforço creio que é preciso conhecer melhor o mosquito (Aedes aegypti) porque pelos vistos ele é diferente de todos os outros:
"Living near man for so long she has become totally dependant on him and has learned a lot from him. For instance, she has greatly reduced the `humming' sound she makes with her wings so man cannot hear it, unlike other species whose humming is extremely irritating and awakens the deepest sleeper. She never lives more than ninety meters from dwellings thus guaranteeing her meals. She attacks from below or behind, usually from underneath desks or chairs and mainly at the feet and ankles. The insect is very fast in flight unless gorged with blood. Other types of mosquito even fly into your face and can be easily caught or killed, not Aedes, she's too smart."
Foto e Referências: Microskopy


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Será que todos os Caboverdianos já foram picados?

Antes de mais, faço uso da palavra para questionar e, através do diálogo, ver a realidade da situação da dengue em Cabo Verde. A meu ver foi marcante a acção de limpeza promovida pelo governo, na passada sexta-feira, que permitiu pelo menos 3 coisas:

1. Alertar a sociedade civil para a necessidade de uma acção colectiva no espaço público e para a responsabilidade cidadã.

2. Assunção total por parte das autoridades na tarefa de identificar e agir sobre grandes focos urbanos, essencialmente constituídos por pardieiros e valas, que existem em cada esquina.

3. Foi também notável a intensa comunicação, informação e mobilização de recursos entre o público e o privado.
No entanto no sábado, por volta das 14h, na Quebra-canela, sentado numa pedra lá onde as ondas rebentam e corre vento, notei um pequeno insecto que rondou a minha canela pulando de ponto para ponto rapidamente. Parecia cinzento, mas depois fiquei com a impressão que podiam ser pintas brancas. Detalhe era muito pequeno, tinha asas e era muito rápido.

Claro que pensei imediatamente se não seria o tal, mas entretanto o vento não o afastava de tão pequeno e ágil que era.

Tenho dúvidas em assumir se foi mesmo um mosquito porque eu tenho acreditado no que leio: a) o mosquito vive em habitações, preferindo o interior a espaços abertos; b) está-se mais protegido em lugares ventilados; c) e, não sei porquê, pensei que o mosquito fosse maior do que os comuns. Esta é a informação que eu tenho e que acredito que as pessoas têm tido.

Pois, o Aedes aegypti fêmea, é menor comparado com outros, normalmente com 3 ou 4 milímetros, descontando o comprimento das pernas. É totalmente preto além de pontos brancos no corpo e na região da cabeça com anéis na pernas. Tem asas translúcidas com a ponta bordada.
Ou seja, o inimigo é praticamente invisível e é muito provável que o insecto que eu vi na quebra seja mesmo um desses. A confirmar-se teremos que repensar a estratégia. Já comecei a ligar às pessoas que vi na praia e um está com sintomas. Nesse dia reparei que fiquei muito cansado, tendo dormido exageradamente. Eu já tive dengue, logo em mim o vírus só evolui se for doutro tipo.

Com base nessa dúvida começo a crer que devemos encarar a situação de uma outra forma visto que os mosquitos estão aí e sinceramente acho que não estamos devidamente esclarecidos e nem preparados para lhes fazer frente:

- Segundo diversos sites consultados, em cada 10 pessoas picadas, 2 desenvolvem a doença e é provável que na Praia grande parte da população já esteja picada. Reparem na Achada Santo António: segundo o Director do Hospital no jornal da TCV, são cerca de 700 casos registados nesse bairro, o que dá um potencial de 3500 pessoas que terão sido picadas no mínimo.

- Se temos incubado o mosquito que agora transmite o vírus, estaremos perante um problema que pode vir a ser endémico? Ou seja, a cada estação de chuva seguir-se-á um novo levantamento de mosquitos?

- Obviamente o trabalho de limpeza de focos é essencial mas ainda não resolve o problema que está a acontecer agora, em 2009, até que todos os insectos sejam eliminados. Esta geração de mosquitos já vive e só com a seca poderemos garantir que a crise acaba.

Se é assim, a acção tem definitivamente de ser outra. Fica o Alerta!!


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Campanha Nacional de Luta Contra a Dengue



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Diskursu ma mi djan fazi nha parti ta rezolvi algun kuza?

Praia Negra 2007. Lembram-se desse alerta? Será que teve solução??

Resolveria se tivessemos garantias que todos participariam efectivamente e se os problemas fossem ao alcance do cidadão individualmente.

Na Praia o caso da dengue é um problema que vem sendo cozinhado há muito tempo e de vez em quando temos surtos de epidemias mais ou menos graves. A falta de higiéne pública é um problema alarmante e vem se agravando ano após ano, sem que os hábitos mudem e sem que os poderes públicos tomem medidas efectivas.

Costumo dizer que todo o melhor spot da cidade "sta kokodu", e lá onde o cidadão pode encontrar a melhor sombra ou a melhor vista fede e está cheio de lixo. Muito fácil de confirmar: percorra a orla marítima do Palmarejo à Praia negra ou visite um espaço público como o parque 5 de Julho.

É verdade também que os "bairros" não são urbanizados. Não há ruas, esgoto, electricidade pública, etc. Daí vale tudo, qualquer espaço baldio vira lixeira/casa de banho e é nas ribeiras (kobon), onde vai parar o grosso do que se consome.

A nova Autarquia tomou decisões mais consequentes na recolha do lixo mas ainda não resolveu o problema. Apesar do esforço continua a haver lixo amontoado e o problema do saneamento continua grave e sem solução à vista.

Neste momento os focos da dengue estão aí e escapam à acção imediata dos poderes públicos e da acção individual do cidadão. Isso não excluí responsabilidades a ninguém, pelo contrário:

Faz-se necessario que as pessoas se mobilizem em grupos, em redes e promovam acções consequentes em relação à higiene pública. Seja promovendo campanhas de informação nos bairros, seja limpando espaços públicos, isolando pardieiros, alertando autoridades e exigindo acções. Para isso temos que nos mobilizar e agir já!

KU DENGI NU TEN KI FAZI + KI NOS PARTI

Foto: Jaime Mota


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